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quarta-feira, 25 de abril de 2012

UM POUCO DE CONHECIMENTO SOBRE FILOSOFIA.



CONCEITO ANTIGO DA FILOSOFIA 


Com o termo filosofia quiseram os antigos exprimir as primeiras tentativas de explicação universal das coisas, isto é, o conjunto dos conhecimentos humanos. Os seus caracteres essenciais eram o saber universal e finalidade unicamente teórica.
A ciência não se tinha particularizado como hoje, e por isso oferecia ao filósofo margem para pesquisas e dissertações em torno do objeto da teologia, das matemáticas, da física e das ciências naturais, conglobadamente, pesquisas e dissertações que obedeciam ao método de investigação desses conhecimentos.

É verdade que, desde a antiguidade clássica, já as ciências particulares se iam esboçando pela quantidade de observações que enriqueciam o seu patrimônio.
Sócrates, enxergando o homem como o ponto de referência das investigações em torno do material e do espiritual, não dizemos que restringiu, mas resumiu o estudo da filosofia no seu estudo.
Platão e Aristóteles partiram sempre do princípio de que a filosofia devia abranger a totalidade dos conhecimentos, negando o nome de filósofos àqueles que não se ocupassem com a sabedoria inteira.
( Patão e Aristóteles)
Platão não chegou a sistematizar as ciências. O que para ele era a filosofia não ia além das coisas, da natureza, da forma do universo, da essência do Estado, da alma, da luz, do amor, da eloqüência e do saber, em torno de que se estabeleceu a sua doutrina.
Foi Aristóteles quem começou a sistematizar categoricamente o saber, criando dessa forma a lógica, a física, a psicologia, a cosmologia, a zoologia, a metafísica, a ética, a política, a economia, a retórica e a estética.
( Aristóteles)
Todas as ciências, enfim, formando no seu conjunto a filosofia.
A história, porém, ficava fora dessa classificação porque não era considerada ciência.
A história não tratava do universal e não possui finalidade teórica, notas essenciais no antigo conceito de filosofia.
Todas as tentativas que se fizeram na antiguidade debaixo do nome de filosofia tiveram por fim um único e universal conhecimento do mundo. Nisto consistia a sabedoria.

( Sócrates)
A----   A sabedoria

Para Aristóteles, a sabedoria consistia no imediatamente necessário e na explicação do mediatamente necessário por meio daquele.

( Platão e Aristóteles)
É pelo menos o que “o estagirita” expressa na “Ética a Nicômaco”, servindo-se dessas palavras: ___________________, isto é, a sabedoria é inteligência e ciência.
Aristóteles falou, em várias passagens de suas obras, de duas filosofias: primeira e segunda.
A primeira, a que trata dos seres espirituais, e a segunda, a que se ocupada dos corporais.
Não há dúvida que se refere a partes de um só todo. Também quando distinguiu a astronomia como uma filosofia bem aparentada com as ciências matemáticas, não quis dizer que um saber natural e particular pudesse ter o caráter de sabedoria separado dos seres espirituais.
B – Objeto da sabedoria 

Se nós conhecêssemos, diz Brentano, interpretando Aristóteles, toda verdade, é claro que seria também objeto da sabedoria humana o primeiro princípio de todas as cosias, mas como isso não acontece, temos que lhe assinalar por objeto outra coisa.
E como o horizonte do que depende do primeiro princípio abrange tudo, não podemos considerar como objeto da sabedoria humana, senão o conceito do ser em geral. Uma vez que o nome ser não parece usar-se com um só sentido, cresce, de pronto, uma dificuldade. Ser é tudo o que existe, mas não se trata da mesma coisa em todos os casos. Quando dizemos que um homem, uma planta existe, a palavra existe, segundo Aristóteles, se usa no seu sentido próprio e verdadeiro. Quando, porém, dizemos que o virtuoso existe, não queremos senão significar que alguma coisa é virtuosa.
Tal qual, quando se emprega o termo não-homem para exprimir que determina coisa não é homem.
O existente, pois, pode ser tomado em muitas acepções. No sentido próprio, é um ser real; no impróprio, só arbitrária e ficticiamente é que o é.
Ora, quando dizemos que o objeto da sabedoria é o ser como ser, temos que tomar a palavra em um dos seus muitos sentidos, podendo acontecer que alguma coisa fuja à acepção verdadeira de ser, o que nos obrigada a uma redução à última causa, que é sempre a mesma, isto é, o ser imediatamente necessário. Quer dizer, afinal, que o ser, próprio ou impróprio, constitui o objeto da sabedoria, como era de opinião Aristóteles. (*)

C – Identificação da Sabedoria com a filosofia

Como doutrinava “o peripatético”, a sabedoria identifica-se com a filosofia, que Cícero no De Officiis definiu: Rerum divinarum atque humanaram causarumque, quibiush&c ES continentur scientia. A finalidade da filosofia, como a da sabedoria, outra não era senão melhorar os homens,torná-los virtuosos pela prática do bem, consubstanciado nos deveres para com Deus, para com o semelhante e para consigo mesmo.
Foi por isso que Rousseau chegou a dizer que se a sabedoria não é a virtude, é pelo menos o caminho que nos leva a alcançá-la.
( Rousseau)

Os antigos chamavam-na também prudência, tendo-a considerado Platão como uma virtude cardial do indivíduo ou do Estado.
( Platão)

D – A sabedoria também é ciência
Aristóteles distinguia duas espécies de sabedoria: uma especulativa que ele chamava propriamente sabedoria, sinônimo de ciência, tanto intuitiva como demonstrativa, e que se refere à natureza absoluta das coisas; e outra prática, ________, tendo por objeto os detalhes da vida e da conduta, as relações contingentes e particulares da experiência.

E – o “ideal do sábio”
Depois de Aristóteles o que se tem mais discutido nas escolas filosóficas para assentar o critério da sabedoria, foi sem dúvida o “ideal do sábio”, isto é, do homem que deve a sua virtude, por outras palavras, a sua felicidade, exclusivamente ao saber.
Estóicos, epicuristas e cépticos julgaram ter encontrado na imperturbabilidade a fórmula satisfatória, que consistia na ausência de perturbações causadas pelas paixões.

A – Definições históricas

( Aristóteles)

Assinalemos algumas das mais célebres definições da filosofia.
A filosofia para Aristóteles é a ciência dos primeiros princípios e das primeiras causas.
( Santo Tomaz)


Para Santo Tomaz, que a definiu scientia rerum per altíssimas causas, a filosofia abraça todas as verdades acessíveis pela luz natural, e é o trabalho da razão aplicado à investigação das verdades: de quibus philosophicx disciplinx tractant, secundum quod sient cognoscibilia lumine naturalis rationis.
Para Bacon é o saber racional, - ciência, no significado mais geral da palavra...
( Bacon)
Para Descartes, também a filosofia é sabedoria, seja prática, seja cientifica...
Para Kant é a ciência das finalidades últimas da razão humana.
Para Conte, a explicação dos fenômenos do universo.
( Augusto Conte)
Para Spencer, o saber completamente unificado.

( Spencer)
Não podemos deixar de incluir no número destas definições a de Farias Brito, Maximé quando ela parece uma adoção da que se atribui a Sócrates. Ei-la:

A filosofia é a paixão pelo saber

Adotamos, porém, por se nos afigurar bem lógica e verdadeira, a de Merecer, que não é mais do que uma acomodação da de Aristóteles.

B – Definição adotada
A filosofia é a ciência da universalidade das coisas pelas suas razões mais simples e mais gerais.

Explicação:
a)    É uma ciência, isto é, rejeita os conhecimentos intelectuais espontâneos, as opiniões, o conhecimento puramente histórico dos fatos e as conjeturas.
b)    … da universalidade das coisas, pois ao contrário das ciências particulares, abraça todas as coisas.
c)    … pelas suas razões mais simples e mais gerais, uma vez que a filosofia abraça todas as coisas, o seu objeto formal deve ser comum a todas.

II – Divisão da filosofia

            Hoje, todas as ciências filosóficas se acham classificadas dentro de dois grupos gerais, a saber, o das ciências psicológicas compreendendo a psicologia experimental, a lógica, a moral e a estética; e o da metafísica abrangendo a ontologia, a cosmologia, a psicologia racional e a teodiceia.


1 – Ciências psicológicas

            As ciências psicológicas são as que estudam todos os fenômenos de consciência: ou na realidade da sua existência, - temos aí apsicologia experimental, - ou  dentro de moldes perfeitos e uniformes, - temos então a lógica, a moral e a estética.

a)    Psicologia experimental
Esta estuda os fenômenos psíquicos e as suas leis: os fenômenos representativos, afetivos e de atividade. Nisso se resume a vida do espírito humano.
b)   Lógica
É a ciência que ajuíza das operações mentais válidas ou não, e guia o espírito humano para a verdade.
c)    Moral
É a ciência que determina as leis de conduta do espírito, estabelecendo o fim para o qual devem dirigir-se as ações dos indivíduos. Visa o bem.
d)   Estética
A ciência que oferece regras à imaginação para alcançar o belo, cujas questões, tão importantes na antiguidade, não se distinguiram das do bem e da verdade.
                        A lógica, a moral e a estética não são mais que aplicações práticas da psicologia experimental.


2 – Metafísica

                        É a filosofia propriamente dita, uma verdadeira reflexão sobre os problemas gerais, relativos aos sumos princípios de interpretação do mundo e à intuição universal da realidade, em que ele se fundamenta.
                        A palavra metafísica tem sido tomada em muitos sentidos, e já chegou até a desprestigiar-se consideravelmente. Entende-se hoje, entretanto, por metafísica, ou ciência dos primeiros princípios, o estudo dos verdadeiros conhecimentos filosóficos.
Divide-se em:
a)    Ontologia
É a ciência de ser considerado em si mesmo, independentemente dos seus modos de manifestar-se. Estuda o ser em geral.
b)    Cosmologia
A ciência que trata da natureza fundamental e da origem das coisas sensíveis.
c)    Psicologia racional 

 ( A luta para vencer os obstáculos)

A ciência que trata da origem e da natureza da alma humana.
d)    Teodicéia

 ( Teodicéia, análise infinita do mundo)
A ciência que, pela luz natural, prova a existência de Deus, justifica as suas obras, demonstra os seus atributos e o torna conhecido intimamente relacionado com a alma humana.

FONTE BILIOGRÀFICA:
CRUZ,Estevão,Compendio de Filosofia, para usos das escolas.Ed Globo- Rio de Janeiro- Porto Alegre_ São Paulo, 6º Ed 6ª-  pgs; 13 - 20-1931.

OBSERVAÇÃO: Todas as imagens postadas nessa página, foram pesquisadas na internet.


Filosofia conceitos

Quem sou?
Por que estou aqui?
Como o mundo começou?
Existe um Deus?

Se você já se fez uma ou mais dessas perguntas, está a caminho de se tornar um filósofo. Filósofo é aquele que pensa sobre o mundo e se questiona sobre ele.

E Filosofia, o que é?

A palavra "Filosofia" significa amor pela sabedoria, do grego philos (amigo ou amante) e sophia ( sabedoria ou conhecimento). A Filosofia começa quando não tomamos mais as coisas como certas, questionamos como as coisas são. Para Platão (428 - 354 a.C.), um dos antigos filósofos que viveu há mais de dois mil anos, a filosofia é fruto da capacidade do homem de se admirar com as coisas.

Uma historinha que nos explica bem o significado da filosofia e sobre o que é ser filósofo é contada no livro O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder. Nessa história, o autor compara o Universo a um coelhinho branco tirado de uma cartola por um mágico, e nós, seres humanos, ele compara com seres microscópicos que viviam nos pêlos do coelho. Assim, os bebês e as criancinhas nascem nas pontas do pêlo do coelho, mas, conforme elas crescem, vão se escorregando pelos pêlos e, quando aquelas crianças já eram adultas, elas já estavam na pele do animal. Como este lugar é bem quentinho e macio, estas pessoas acabam se acomodando neste lugar e ali ficam pelo resto de suas vidas. Já a explicação desta história é a seguinte: Os bebês e as crianças quando nascem são extremamente curiosos, prestam atenção em tudo, realmente reparam tudo o que as cerca, e, por isso, elas estão nas pontas dos pêlos do coelho. Conforme estas crianças vão crescendo, elas vão parando de se admirar com o mundo que as cerca, vão se "habituando" com tudo, vão deixando de lado a curiosidade. Assim, elas já estão escorregando nos pêlos em direção a sua base. Quando se tornam adultas, elas já não têm mais curiosidade nenhuma sobre o mundo, elas acham que tudo que acontece é normal, que nada é diferente, nada lhe chama a atenção, ou seja, elas se acomodam com o mínimo de informações necessárias. Estas pessoas já estão na pele do coelho e ali se acomodaram e não tem perspectiva nenhuma de sair daquele lugar. Os filósofos são aqueles que não querem se acomodar na pele do coelho,eles questionam o mundo a vida toda, buscam respontas para suas perguntas, pois amam o saber, o conhecimento. Assim, os filósofos são queles que saem da pele do coelho e escalam seu pêlo, para chegar até as pontas do mesmo, para assim poder olhar para todo o universo e, principalmente, para tentar olhar nos olhos do grande mágico que tirou o coelho da cartola!!!

Física, Química, Biologia e até Matemática já fizeram parte da Filosofia. Mas, com o avanço da tecnologia, a filosofia e a ciência se separaram. Então, para que serve a filosofia hoje em dia? Atualmente, os filósofos são muito mais procurados por serem preparados para pensar claramente sobre os problemas. É comum jornais e outros meios de comunicação perguntarem a opinião de filósofos sobre os temas atuais. Até governos, hospitais, museus e arquitetos pedem seus conselhos e pareceres. Muitos filósofos trabalham em universidades. Eles ensinam aos jovens como pensar e argumentar claramente estudando outros filósofos.

Enfim, a filosofia impede a estagnação e desvenda o que está encoberto pelo costume, pelo convencional, pelo poder. Ela é a procura da verdade, não a sua posse, como disse Jaspers, filósofo alemão contemporâneo, concluindo que "fazer filosofia é estar a caminho; as perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas e cada resposta transforma-se numa nova pergunta".

"O que a filosofia nos ensina é o risco de tomar por certo aquilo que deveríamos prestar atenção cuidadosa, bem como a possibilidade de descobrir, sob o prosaico comum e rotineiro, um universo de extraordinária riqueza e variedade, diante do qual podemos somente nos maravilhar." Frase de Matthew Lipman, filósofo norte-americano.


7 comentários:

  1. Olhar profª, li o que postpou sobre filosofia na antiguidade e gostei muito, observei que a fonte, foi de uma Ed muito antiga, como gosto de Filosofia, me interessou muito, gostaria que postasse mais desse autor, que confeço não o conhecia.Parabéns pelo seu blog, está um trabalho pedagógico muito bom. Profº Paulo- PB.

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    1. Profº Paulo fico feliz que gostou do texto sobre Filosofia Antiga, obrigada pelos elogios, volte sempre será um prazer.Obrigada.

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  2. olá professora Lourdes achei muito interessante os textos sobre filosofia; seu blog esta de parabéns e muito nos ajuda para um melhor aprendizado amei!!
    Silvania

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  3. Gostei muito professora de conhecer um pouco sobre filosofia antiga achei tudo muito interessante. Parabéns!!!
    Rozineide

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    1. Oi Rosineide minha aluna!!! que bom que visitas o blog e que gostou destas postagens sobre filosofia. Volte sempre, esse cantinho é nosso. Abraços.

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  4. boa tarde, professora Lourdes... Gostei de metafísica(psicologia racial) por tratar da luta do ser humano para vencer os obstáculos em que a vida nos coloca. Acredito que nós seres humanos devemos ser realistas e não desistir fácil dos nossos ideais. UM ABRAÇO BEM CALOROSO DE SUA ETERNA ALUNA MARILHA 3 ANO 'A'

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  5. Por que a Filosofia impede a Estagnação ?

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Muitas vezes, a correria de nossas vidas nos impede de dar atenção ao que realmente vale a pena. E agradecer é uma das coisas que acabam ficando esquecidas na correria do dia-a-dia.
Pode ser por um simples favor ou por uma grande atitude, mas o agradecimento nunca deve ser esquecido. Obrigado Por Sua Atenção e Pelo Carinho e por ter vindo até aqui e deixando seu comentário importantíssimo para o engrandecimento das postagens. SEJA SEMPRE BEM VINDO(A) Profª Lourdes Duarte